Foi veiculado pela rádio Metropolitana Rio 1090 AM, de 2009 a 2013. Ao longo desse período, o Programa Orí significou não apenas um entretenimento, mas um movimento. O Orí passou a ser percebido como uma mobilização cultural.
Celebridades, autoridades civis e religiosas eternizaram seu apoio ao programa Orí, com as vinhetas que se tornaram uma marca: "Sou Orí, sou cabeça!"
Ao longo desses 4 anos ininterruptos no ar, foram abordados temas importantes para a religiosidade afro-brasileira. Foram promovidos debates como: transexualidade e o candomblé, o aborto, a sucessão nos terreiros, o verdadeiro alcance dos ebós, a hierarquia nos Terreiros.
Nos períodos eleitorais, foi realizado um debate inédito entre todos os candidatos e candidatas que tinham como plataforma a defesa do povo de axé.
O Programa Orí cobriu lançamentos de livros, eventos e congressos importantes. Pela primeira vez, foi transmitido ao vivo, pela internet, direto das areias da praia de Copacabana, o presente de Iemanjá.
Promoveu séries inesquecíveis de resgate da memória, como sobre Pierre Verger e Joãozinho da Goméia, e foi incisivo ao cobrar autoridades em séries especiais, como os 10 anos da lei 10.639/03.
Teve colunistas ilustres, como os saudosos José Flávio Pessoa de Barros e Mãe Stella de Oxóssi. Ao todo, foram mais de 300 entrevistas e dezenas de coberturas em várias capitais e cidades.
O Programa Orí teve um desdobramento na TV (Canal 6 da NET). As gravações da TV e do rádio estão disponíveis atualmente no Canal Márcio de Jagun no YouTube e no Spotify.